
O período junino, considerado um dos momentos mais importantes para a cultura maranhense, tem sido marcado por frustração em Icatu. Conhecida por sua tradição folclórica e pelas festas que movimentavam a cidade todos os anos, a população se depara, em 2026, com um cenário de abandono e ausência de programação cultural promovida pelo poder público.
Moradores denunciam que o município não realizou festejos juninos e apontam o estado de abandono do parque folclórico, espaço que durante décadas recebeu apresentações de grupos culturais e reuniu famílias para celebrar uma das maiores manifestações da identidade maranhense.
A situação contrasta com promessas feitas durante a campanha eleitoral pela atual gestão municipal, que havia assumido o compromisso de fortalecer a cultura local e preservar as tradições do município. Na prática, porém, o que se vê é um dos principais símbolos culturais de Icatu sem estrutura, sem programação e sem qualquer sinal de valorização.
O abandono do parque folclórico tem gerado críticas entre moradores, artistas e representantes da cultura popular, que lamentam o enfraquecimento de uma tradição centenária. Para muitos, a falta de investimentos no período junino vai além da ausência de festas: representa um desrespeito à história, à identidade cultural e às manifestações que sempre fizeram parte da vida do povo icatuense.
Além do impacto cultural, a falta de programação também afeta a economia local. Comerciantes, vendedores ambulantes e trabalhadores que costumavam aproveitar o aumento da movimentação durante o São João deixam de gerar renda em um dos períodos mais importantes do ano.
Enquanto diversas cidades maranhenses promovem grandes arraiais e investem na valorização da cultura popular, Icatu vive um cenário oposto, marcado pelo silêncio e pelo abandono de um patrimônio que deveria estar sendo preservado e incentivado pela administração municipal.