
Uma operação contra o Comando Vermelho prendeu oito suspeitos nesta quinta-feira (13) no Maranhão. Os alvos são investigados por envolvimento com tráfico de drogas, domínio territorial, violência e extorsão nos municípios de Chapadinha, Brejo, Coelho Neto e Santa Quitéria.
A ação é realizada simultaneamente em quatro estados e contabiliza 15 prisões. Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 17 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
Entre os alvos estão suspeitos de participar da extorsão de prestadores de serviços essenciais, incluindo empresas provedoras de internet. A operação é conduzida pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Ataque a provedor teria sido ordenado após recusa de pagamento
As investigações começaram após um ataque contra um provedor de internet localizado em Brejo, ocorrido em 12 de setembro de 2025. Segundo a apuração, o atentado teria sido determinado por uma liderança da facção que atua no município depois que o proprietário da empresa se recusou a pagar a chamada “caixinha”, uma forma de extorsão atribuída ao grupo criminoso.
De acordo com a polícia, ordens relacionadas à cobrança eram divulgadas em grupos de WhatsApp e nas redes sociais por integrantes da facção. Para os investigadores, a prática demonstra o alcance da estrutura criminosa e sua atuação para além dos limites municipais.
Durante a operação, um provedor de internet apontado pela investigação como sendo operado pela organização criminosa também é interditado.
Investigação identificou diferentes núcleos da facção
Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram núcleos do Comando Vermelho em municípios maranhenses. A estrutura seria formada por lideranças, responsáveis pelo cumprimento de ordens, conhecidos como “soldados”, além de disciplinadores, traficantes e integrantes encarregados da movimentação financeira da organização.
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou a apreensão de um carro blindado, uma motocicleta, uma pistola, documentos e outros materiais considerados relevantes para o prosseguimento das investigações.
A operação busca desarticular a estrutura criminosa, interromper as atividades de tráfico, extorsão e domínio territorial e identificar outros integrantes envolvidos no esquema.








