
Passageiros de bairros populosos como Cohatrac e Parque Vitória enfrentaram terminais lotados e longos atrasos na manhã desta terça-feira (14), em São Luís. A situação foi provocada por uma paralisação localizada de motoristas da Expresso Rei de França, que protestam contra o atraso de até quatro meses no pagamento de salários e benefícios.
O episódio se soma a uma crise recorrente no sistema de transporte público da capital. Durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que recentemente deixou o cargo para disputar o governo do estado, foram registradas mais de dez paralisações no setor.
A mobilização desta terça-feira pode evoluir para uma greve geral ainda nesta semana. O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão já iniciou a notificação de empresas que não cumpriram o pagamento do reajuste salarial acordado.
Segundo o presidente da entidade, Marcelo Brito, a categoria estabeleceu um prazo legal de 72 horas para regularização. “Algumas empresas começaram a pagar a diferença, mas hoje saberemos se todas cumpriram. Caso contrário, o prazo começa a contar”, afirmou.
Na garagem da empresa, o cenário era de forte insatisfação. Até o início da manhã, apenas três ônibus haviam saído para operar, reduzindo drasticamente a oferta de transporte.
As linhas afetadas incluem rotas importantes como Vila Itamar, Ribeira e Ipem Turu. A diminuição da frota sobrecarrega outros coletivos e amplia o tempo de espera, agravando um sistema já marcado por falhas e constantes reclamações da população.