
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 50 dias nesta terça-feira (24) sem respostas definitivas. As crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026 na zona rural de Bacabal, na área do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, e o caso ainda não apresenta pistas claras sobre o paradeiro delas.
A investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão segue sem suspeitos identificados, e o inquérito ainda não foi concluído. Uma comissão especial formada por delegados de São Luís e de Bacabal coordena os trabalhos, que já somam mais de 200 páginas de relatórios e documentos.
Nova fase das buscas
Após semanas de varreduras intensas em matas e rios, as equipes passaram a priorizar análise técnica e investigação sigilosa. As ações atuais incluem revisão de áreas já vistoriadas com cães farejadores e integração de informações repassadas por forças de apoio, como Corpo de Bombeiros, Marinha do Brasil e Exército Brasileiro.
A Marinha informou que percorreu cerca de cinco quilômetros do Rio Mearim, dentro de um total de 19 quilômetros vistoriados ao longo do leito.
O que aconteceu no dia do desaparecimento
Segundo as investigações, as crianças desapareceram após saírem para brincar com o primo Anderson Kauan, de 8 anos. O grupo teria entrado na mata para colher maracujás e, ao tentar evitar ser visto por um tio, acabou seguindo por um caminho desconhecido e se perdeu.
Três dias depois, Anderson foi encontrado por carroceiros em uma estrada. O relato dele ajudou a reconstruir parte do trajeto: as crianças teriam se abrigado em uma estrutura abandonada descrita como uma “casa caída”, informação confirmada pelo faro dos cães. Em determinado ponto, os três se separaram próximo a uma árvore — o menino seguiu por um lado, enquanto os irmãos foram por outro.
Alerta internacional ativado
Devido à gravidade do caso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o protocolo Amber Alert, sistema internacional usado em situações de risco iminente para crianças desaparecidas. O alerta utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar fotos e informações das vítimas em um raio de até 200 quilômetros.
Apesar do emprego de tecnologia, equipes especializadas e apoio de várias instituições, a Secretaria de Segurança Pública informou que ainda não é possível determinar as circunstâncias do desaparecimento nem apontar responsabilidades.
As investigações continuam em sigilo.