
Rodoviários do sistema semiurbano voltaram a paralisar as atividades por volta das 8h desta quarta-feira (4), mesmo após os ônibus terem iniciado o dia em circulação. Com a nova interrupção, a greve voltou a ser geral na Grande São Luís, causando transtornos a milhares de passageiros.
Diversos coletivos ficaram enfileirados em frente ao Terminal da Praia Grande, no Centro da capital. A paralisação repentina obrigou passageiros a descerem dos ônibus e buscarem alternativas de transporte. Os rodoviários se concentraram na Avenida Senador Vitorino Freire, onde o protesto provocou um longo engarrafamento que se estendeu até as regiões da Beira-Mar e do bairro São Francisco.
A categoria demonstra insatisfação com pontos do acordo firmado na terça-feira (3). Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o movimento desta quarta-feira é considerado isolado e teria sido iniciado pelos próprios motoristas do sistema semiurbano, apesar de os impactos terem atingido toda a rede.
Mais cedo, nas primeiras horas da manhã, os ônibus do sistema semiurbano chegaram a circular normalmente. No entanto, passageiros enfrentaram dificuldades no Terminal de Integração da Cohab, que amanheceu fechado. Após a exibição de reportagem no Bom Dia Mirante, da TV Mirante, os cones que bloqueavam a entrada foram retirados e o terminal liberado pouco antes das 7h. Mesmo assim, os coletivos passaram a operar apenas na área externa, sem entrar no terminal.
A falta de informações claras gerou frustração entre os usuários que aguardavam ônibus no local. Pouco tempo depois, eles foram surpreendidos com a retomada da paralisação geral.
O acordo firmado entre rodoviários, empresários do transporte público e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) prevê reajuste salarial de 5,5% para a categoria e a concessão de um plano de saúde odontológico. Durante as negociações, os rodoviários reivindicavam aumento de 10%. O Ministério Público do Maranhão sugeriu reajuste de 6%, enquanto o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) ofereceu 4%. Após as tratativas, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) fixou o percentual em 5,5%.