
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos no quilombo São Sebastião, em Bacabal, seguem em andamento, porém com equipes reduzidas. A informação foi confirmada por autoridades de segurança durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (22). Nesta sexta-feira (23), o desaparecimento das crianças completa 20 dias.
De acordo com os responsáveis pela operação, as investigações conduzidas pela Polícia Civil entraram em uma nova fase, com estratégias mais específicas e direcionadas. As autoridades reforçaram que nenhuma hipótese foi descartada até o momento.
A falta de respostas tem causado dor e angústia entre os familiares. “Só tristeza que nós temos aqui. A gente espera qualquer resposta e não tem resultado nenhum. Estão com essa busca toda na nossa comunidade e não temos nenhum resultado”, desabafou a avó das crianças, Francisca Cardoso.
Força-tarefa mobilizou milhares de pessoas
Desde o início das buscas, uma grande força-tarefa foi montada envolvendo as forças de segurança do Estado, a Prefeitura de Bacabal, o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros dos estados do Pará e do Ceará. Ao todo, mais de seis mil pessoas participaram das ações na mata e em áreas alagadas da região.
Toda a área de mata foi minuciosamente vasculhada com o auxílio de cães farejadores, aeronaves, drones equipados com sensores termais e o trabalho de centenas de profissionais especializados. O Exército Brasileiro mantém na comunidade 24 militares treinados em operações de selva e rastreamento, utilizando equipamentos específicos para auxiliar nas buscas.
No Rio Mearim, as operações aquáticas e subaquáticas já percorreram cerca de 19 quilômetros. Deste total, aproximadamente cinco quilômetros foram analisados com o uso do side scan sonar, equipamento operado pela Marinha do Brasil que permite uma varredura detalhada do leito do rio.