
A Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) reconheceu oficialmente a existência de dificuldades financeiras que ameaçam o funcionamento do Hospital Municipal Veterinário da capital. Em documento encaminhado ao setor financeiro da pasta, a secretaria alertou para a necessidade de medidas urgentes para evitar a interrupção dos serviços.
O ofício, datado de 17 de julho de 2026 e assinado pela gestão da Semus, aponta a necessidade de solucionar o passivo acumulado diante do “risco de colapso do serviço de saúde do Hospital Municipal Veterinário de São Luís”.
O alerta ocorre após o Ministério Público do Maranhão acompanhar a situação. Em junho, a 1ª Promotoria de Justiça Especializada de São Luís em Fundações e Entidades de Interesse Social informou a tramitação da Notícia de Fato nº 74/2026, instaurada a partir de uma representação apresentada pelo Instituto Transformar, responsável pela gestão da unidade.
Desequilíbrio financeiro
De acordo com os autos, existem indícios de desequilíbrio econômico-financeiro na execução do Termo de Colaboração nº 02/2024, firmado entre o Instituto Transformar e a Semus para implantação, gerenciamento e operacionalização do Hospital Municipal Veterinário.
A entidade responsável pela unidade afirma que o hospital passou a operar em regime de atendimento ininterrupto, 24 horas por dia, absorvendo uma demanda superior à inicialmente prevista no contrato.
Além do aumento no número de atendimentos, o hospital teria ampliado a realização de procedimentos de maior complexidade. A elevação da demanda e dos custos operacionais teria contribuído para a formação de um passivo financeiro ainda não solucionado pela administração municipal.
MP cobra providências
Diante dos relatos apresentados pelo Instituto Transformar, o Ministério Público solicitou esclarecimentos à Semus sobre as medidas adotadas para enfrentar o problema e assegurar a continuidade dos serviços.
A secretaria recebeu prazo de cinco dias para informar quais providências estavam sendo tomadas para solucionar o passivo e evitar que as dificuldades financeiras comprometam o atendimento oferecido pelo Hospital Municipal Veterinário.
O reconhecimento formal do risco de colapso pela própria Semus aumenta a pressão sobre a administração municipal para apresentar uma solução para o desequilíbrio financeiro e garantir a manutenção dos serviços prestados à população.