
Familiares do servidor público Fabrício Rodrigues dos Santos, assassinado em fevereiro de 2023, voltaram a enfrentar dias de angústia após decisão judicial que concedeu prisão domiciliar ao policial militar Jone Elson Santos Araújo, acusado do crime.
Fabrício, de 38 anos, foi morto a tiros dentro de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis no bairro Cohama, após um ataque descrito como repentino e violento.
Mais de três anos depois do homicídio, o policial ainda não foi submetido a julgamento. O processo segue suspenso devido a dúvidas sobre a condição mental do acusado, que está sendo avaliada por meio de perícia psiquiátrica.
Os primeiros laudos chegaram a ser anulados por inconsistências técnicas, o que levou à determinação de uma nova análise, ainda em andamento.
Diante da demora, a Justiça decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas a prisão domiciliar.
A decisão intensificou a mobilização da assistência de acusação, que representa a família da vítima. Os advogados passaram a defender a adoção de medidas consideradas essenciais para garantir o andamento do processo e sua credibilidade.
Entre os principais pontos levantados está a conclusão urgente do novo laudo pericial, para evitar a prolongada suspensão do caso. Também foi solicitada a reavaliação imediata da prisão domiciliar, com base nos requisitos legais da prisão preventiva e na gravidade do crime.
A acusação ainda sustenta a necessidade de uma resposta penal proporcional e efetiva, compatível com o impacto social do homicídio.