
A capital maranhense amanheceu nesta sexta-feira (30) sem circulação de ônibus, após a deflagração de uma paralisação geral dos rodoviários. O movimento, confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA), teve início à meia-noite e, até o momento, não há previsão para o término, agravando o cenário de transtornos para a população.
Diante do impasse, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) marcou para as 15h desta sexta-feira uma reunião com representantes de todos os órgãos e entidades envolvidos no sistema de transporte público. O objetivo é buscar alternativas que evitem a continuidade da paralisação e reduzam os impactos à mobilidade urbana em São Luís.
A greve foi deflagrada após quatro rodadas de negociação sem acordo. De acordo com o STTREMA, as propostas apresentadas não contemplaram as reivindicações da categoria relacionadas à Convenção Coletiva de Trabalho de 2026, protocolada em novembro do ano passado. Em assembleia, os trabalhadores decidiram suspender as atividades após o vencimento do prazo de 72 horas concedido às empresas para avanços nas tratativas.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informou que acionou a Justiça para tentar garantir a circulação de uma frota mínima. Segundo a entidade, a falta de consenso estaria relacionada à inexistência de uma proposta de reajuste salarial por parte da Prefeitura de São Luís, que também participa das negociações sobre o custeio do sistema.
Com a paralisação, milhares de usuários ficaram sem alternativas de deslocamento, evidenciando mais uma vez a fragilidade do transporte público na capital. A greve escancara um problema estrutural que se arrasta há anos e reforça o sentimento de frustração de uma população que segue refém de um serviço marcado por sucessivas crises.