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Depoimentos contraditórios e imagens de câmeras levaram à prisão do marido e sogro de Adriana Oliveira


Contradições nos depoimentos e análises de imagens de câmeras de segurança levaram a Polícia Civil do Maranhão a prender o marido e o sogro da influenciadora digital Adriana Oliveira, de 27 anos, assassinada a tiros no último sábado (15), em Santa Luzia (MA). Além disso, áudios revelam que a vítima relatou estar “trancada” dentro de casa antes do crime, reforçando as suspeitas contra os dois presos.

Inconsistências nas versões apresentadas

Em entrevista à TV Mirante, o delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Oliveira, explicou que Valdiley Paixão Campos, marido da influenciadora, e seu pai, Antônio do Zico, passaram a ser considerados suspeitos devido a contradições entre o depoimento de Valdiley e as provas coletadas pela investigação.

“A forma como ele descreveu os eventos e o horário em que ocorreram não condizem com as evidências coletadas no local. Além disso, constatamos que as condições de segurança na área estavam diferentes do habitual”, afirmou o delegado.

O marido de Adriana relatou que um homem teria chegado ao imóvel em uma motocicleta, entrado na casa, atirado na influenciadora e fugido. No entanto, imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia não comprovaram essa versão.

Comportamento suspeito do marido

Outro ponto que levantou desconfiança foi a atitude de Valdiley logo após Adriana ser baleada. Em vez de acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para tentar socorrê-la, ele chamou diretamente a Polícia Militar. Para os investigadores, essa ação incomum reforça a suspeita de seu envolvimento no crime.

Além disso, áudios recuperados pela polícia mostram Adriana relatando a uma pessoa não identificada que estava trancada em um quarto e com medo dentro da própria casa. Esse material serviu para fortalecer a hipótese de que ela estava em uma situação de vulnerabilidade antes de ser assassinada.

“Assim que soube do ocorrido, ele primeiro comunicou a polícia e não prestou socorro à vítima, o que é incomum em situações desse tipo, aliado aos áudios que a vítima vinha divulgando antes do crime”, completou o delegado Manoel Oliveira.

Investigação e prisão preventiva

Segundo a coordenadora das Delegacias da Mulher do Maranhão, Kazumi Tanaka, há “indícios fortes” da participação de Valdiley e Antônio no crime, que está sendo tratado como feminicídio devido às circunstâncias que envolvem a morte da influenciadora.

O inquérito deve ser concluído em até dez dias, período no qual novas testemunhas serão ouvidas e outras provas poderão ser incluídas no processo.

Os dois suspeitos foram encaminhados ao Sistema Penitenciário do Maranhão e passaram por audiência de custódia na segunda-feira (17), onde a prisão em flagrante foi convertida para prisão preventiva.

Despedida e comoção

O corpo de Adriana Oliveira foi levado para São Luís, onde passou por perícia, e depois retornou a Santa Luzia, onde foi velado e enterrado na tarde de segunda-feira (17). O caso gerou grande repercussão e comoção na cidade, onde Adriana era bastante conhecida por seu trabalho como influenciadora digital.

Categoria: Notícia Geral

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